Para Wagner, isenção do IR vem para corrigir injustiça histórica

Foto: Rafael Nunes
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado realizou mais uma audiência pública para debater a isenção do Imposto de Renda. Nesta quinta-feira (16), representantes da classe trabalhadora foram ouvidos pelos senadores sobre os impactos da proposta. Durante o encontro, o senador Jaques Wagner (PT-BA) destacou que é sempre “bom ter o calor das ruas nos corredores do Senado”.
“Essa casa precisa ser a ressonância do que a população quer. E hoje estamos ouvindo os maiores interessados, que é a sociedade brasileira, sobre uma injustiça histórica. Apesar de estarmos entre as dez maiores economias do mundo, também figuramos entre os países com maior discrepância social. Nós precisamos definitivamente trabalhar para diminuir esse espectro de desigualdade social e regional que impede o país de se desenvolver plenamente”, falou Wagner.
Para o senador, o PL que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil é o início desse caminho. “É impossível o Brasil viver com essa discrepância. Então, os super-ricos, ou seja, 141 mil brasileiros, serão chamados para contribuir, enquanto 20 milhões de brasileiros serão beneficiados com a isenção. Essa correção é apenas um passo dessa longa caminhada”, completou.
O colegiado está realizando um ciclo de audiências públicas para debater a isenção do IR com a sociedade e o governo. Na terça (14), o colegiado ouviu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Os próximos encontros serão realizados nos dias 21 e 23 de outubro.