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24 de setembro de 2020 as 3:08 pm

Jaques Wagner cobra explicações de ministro sobre submissão da política externa aos interesses dos EUA


Em audiência da Comissão de Relações Exteriores, o senador Jaques Wagner (PT-BA) cobrou explicações do ministro de Relações Exteriores sobre a visita do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ao estado de Roraima, na última semana. Para o senador, há indícios de que a política externa brasileira tenha como foco atender os interesses dos EUA. Ele também questionou Ernesto Araújo sobre a isenção de tarifas para importação do etanol americano, que prejudica produtores brasileiros.

“Eu tenho repulsa à tentativa de uma nação de ser tutora da democracia internacional. O ministro tenta nos convencer de que a visita de Pompeo, por incrível que pareça, apenas em países fronteiriços à Venezuela, não tem a ver com as eleições venezuelanas marcadas para dezembro e com as eleições americanas. Se o governo está tão preocupado com o narcotráfico na Venezuela, deveria se preocupar com o narcotráfico dentro do Brasil, que vitimiza tanta gente, inclusive a vereadora Marielle. Até hoje esse crime cometido pelas milícias não foi esclarecido”, cobrou.

Wagner aproveitou, ainda, para questionar o ministro sobre quais benefícios o atual governo trouxe para o País, principalmente em relação à política externa. “Hoje, ao contrário do que acontecia no governo PT, somos motivo de chacota da imprensa internacional. Por conta das bravatas ditas por alguns do governo, investidores internacionais estão deixando o Brasil”, lamentou o parlamentar. “Eu gostaria de saber do ministro, que diz que trata tão bem dos nossos interesses, qual a explicação para sangrar a indústria alcooleira brasileira, inclusive a do Nordeste, e para oferecer 150 milhões de litros graciosos, por menos de 20% de taxa de importação para os EUA como reciprocidade à restrição ao aço brasileiro. Há muita gente empregada aqui que, na verdade, depende desse emprego”, completou.

Ao concluir, o senador frisou que a depender de como continuará sendo conduzida a política externa, o slogan do Brasil passará de “Brasil acima de tudo” para “USA over all”.

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