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4 de março de 2020 as 3:50 pm

Wagner se reúne com Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas


Foto: Antonio Neto.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) manifestou-se hoje (4) contra a privatização das empresas estatais.
Foi durante reunião com o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, realizada no gabinete do Senado.
Participaram da audiência , a Coordenadora do Comitê, Maria Rita Serrano, e representantes da FENTECT ( Frente Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telegráfos e Similares), onde debateram medidas contra a ameaça de privatização das empresas públicas. Também estavam presentes trabalhadores e trabalhadoras da Caixa Econômica, Banco do Brasil, Petrobrás, Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e Embrapa.
A entidade reúne um fórum com centenas de entidades que representam as empresas públicas, além dos movimentos sociais.
Rita Serrano disse que “as empresas públicas são fundamentais para o desenvolvimento do país e que é preciso desmentir a falácia de que os preços dos serviços ficam mais baratos com a privatização. Nosso temor é com a ameaça de desemprego em massa dos trabalhadores e a falta de investimentos nas regiões mais longínquas do país”.
A reunião durou 50 minutos.
O senador Jaques Wagner ouviu o relato dos participantes e destacou que é preciso “mobilizar as ruas para sensibilizar a opinião pública e ajudar no trabalho dos congressistas”. Segundo ele, “o Congresso é conservador, mas todos os políticos precisam de votos para sua eleição”. Wagner quis saber a questão dos preços hoje, e se era verdade, que as entregas ficaram mais baratas. Em resposta, Antonio Emídio dos Santos afirmou que as operadoras concorrentes dos Correios estão cobrando hoje, tarifas três vezes mais caras para entregar nos grandes centros. E o pior, segundo ele, é que “a encomenda é postada no próprio Correio que faz o serviço de ponta. Elas (concorrentes) ganham o dinheiro do cliente e postam a encomenda nos Correios.”, enfatizou. O senador Jaques Wagner ficou indignado com o relato. “Não é possível privatizar um serviço que está dando lucro e funcionando bem”, concluiu Wagner.
Em publicação entregue ao Senador, o Comitê informa que as privatizações dos anos de 1990 ( Vale, Embratel, Banespa e outras) nao solucionaram os problemas financeiros do país. “A solução está na ampliação da fiscalização e do controle social”, disse Rita. Hoje, são os bancos públicos que estão à frente dos programas sociais voltados a brasileiros de todo o país, mesmo os de baixa renda.

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